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CIDADANIA

Moradores cobram prefeito de Mauá por melhorias no bairro

O prefeito critica o decreto de Calamidade Financeira realizado por sua vice

22/01/2020 00h46Atualizado há 4 meses
Por: Carlos Garcia
À esquerda: improviso de desvio da água das chuvas feito pelos moradores; à direita: crianças brincam supervisionadas por adultos - Fotos: Juliana Torioni

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta segunda feira (20), moradores do bairro Jardim Camila, cobram melhorias no local do prefeito Átila Jacomussi (PSB) em reunião realizada na rua Reginaldo Pereira Silva, com duração de 50 minutos e, dentre estas reivindicações, sinalizações em pontos específicos nas vias e saneamento básico são os mais citados.

Juliana Torioni, habitante da região, solicita ao governante, lombadas nas proximidades de sua residência para reduzir a velocidade dos veículos e, dessa maneira, evitar possíveis acidentes de trânsito, principalmente com crianças, que brincam constantemente nestas ruas.

“As lombadas são completamente necessárias. Os ônibus estão descendo desumanamente por aqui e, se a gente deixa qualquer carro parado aqui, o para-choque, ele vai. Gente que tem filho e neto, deixa eles brincarem, mas alguns adultos ficam de olho para quando os carros descem ficam parecendo um monte de louco, um grita “olha o carro” e o outro “olha o carro”, mesmo assim as pessoas não respeitam”, afirma.

A moradora ainda alega a necessidade de uma valeta, para que a água das chuvas escoe diretamente ao córrego das imediações da via a fim de impedir inundações nas residências de seus vizinhos.

“Não adianta fazer lombada, limpar bueiro. A Norma (sua vizinha), tem mais de 30 anos que mora aqui, sempre sofreu com as inundações na casa dela. Quem limpa a casa dela, somos nós moradores. Depois da chuva, todo mundo vai pra lá, porque sabe que a casa dela inunda. Ela já perdeu móveis, um monte coisa, e não queremos passar por isso de novo”, indaga Juliana.

Segundo Átila, estas reivindicações começarão a ser atendidas nesta quarta feira (22), com a presença de técnicos pelo bairro e solicitou à parte da população acompanhar os serviços.

“É muito importante os moradores da vila poder acompanhar os técnicos, até porquê, vocês conhecem os problemas, que vocês possam estar mostrando pra eles, onde eles possam ser mais efetivos”, disse.                            

Ainda de acordo com Torioni, terrenos desocupados há mais de 30 anos, localizados no final da rua Skenaro Nakandakare, constantemente estão sujos e, com isso, atrai animais como ratos, aranhas e baratas para o interior das casas.

Mas, conforme o prefeito, o proprietário do local é conhecido pela administração. Ele recebeu a notificação da limpeza, durante a pavimentação da via, que foi ignorada.

“Estaremos notificando novamente e, se ele não atender três protocolos, aplicaremos a multa. Até porque, estamos solicitando através de orientação. Se a pessoa não cumprir, usaremos um remédio um pouco amargo, que é o bolso”, avisou Átila.

Após o fim da reunião, Jacomussi comentou sobre a dívida com a Sabesp. A empresa paulista, alega que o débito do município está em R$ 3,3 bilhões, porém, a prefeitura contesta este valor na justiça e declara que o défice é de R$ 1,7 bilhões.

Átila ainda criticou o decreto de Calamidade Financeira no município, realizado em 2018 pela então vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB) durante seu afastamento do cargo, devido a acusação de lavagem de dinheiro e participação em esquema de desvio de verbas da União destinadas à educação. 

“O estado de calamidade decretado pela prefeita foi um absurdo. Sendo que inaugurei obra, escola. Ela teve oportunidade para fazer e não fez”, disse.

Ainda segundo o prefeito, a cidade possui dívida de 05 orçamentos públicos, mas os valores exatos não foram revelados.

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